Clube de Fãs Português do Rei da Pop
Ana Paula foi das primeiras pessoas a inscrever-se no clube há nove anos e envia-nos a sua experiência antes, durante e depois do anúncio da inocência de Michael Jackson:
O dia da inocência
“Antes: quando o Delfim me disse que o veredicto iria sair dentro de uma hora nem queria acreditar. Fiquei super nervosa e embora tivesse confiança era um assunto demasiadamente sério para todos nós e não poderia ser sentido de uma maneira leviana. Afinal, a história dos jurados já terem contractos com os media, era uma coisa que me assustava de alguma forma. Por cada minuto que passava, o meu coração ia batendo cada vez mais depressa. Foi com muita ansiedade que segui na Skynews o arranque das 4 carrinhas em direcção a neverland. Fiquei muito emocionada quando vi o cordão de solidariedade que os empregados do Michael fizeram antes dele sair de lá. Foi com nervosismo que testemunhei a entrada no tribunal, pois o momento da verdade e esperava eu que da justiça também, se aproximava. Estava quase.
Durante: Tinha comido às pressas o jantar que estava a arrefecer, mas que não tinha tido nem vontade de comer. Estava demasiado ansiosa. As minhas mão suavam, não parava quieta, o meu coração desesperado por sair boca fora… Até que por trás da voz da jornalista distingui a voz de outra mulher. Era Lona Frey (acho que é assim que se escreve) com o veredicto… As minhas pernas vacilaram, pareceu uma eternidade até que ela começasse a parte que verdadeiramente interessava… Primeira acusação… Veredicto: INOCENTEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!! Não podia berrar por causa dos meus pais, mas mesmo que estivesse sozinha, a voz me iria falhar… dei um pulo, juntei as mãos à frente da cara como se estivesse a rezar, e rola a primeira lágrima de alegria, de delírio! Segunda acusação: INOCENTE!!!! O mesmo ritual repete-se. Terceira, quarta quinta… Uma após uma, as palavras mais amadas naquele momento, “not guilty” saíam da caixa que mudou o mundo, inabaláveis, seguras, leves como um pássaro… Tal e qual as pombas brancas que uma fan se lembrou de soltar, por cada vez que a justiça ia sendo feita. Lindo! Ouvia berros, via fans em delírio, aos pulos, a chorar como eu, de felicidade! Ah, que felicidade sublime!!!!! O momento mais esperado por nós desde 12 anos atrás!!! Quando Lona Frey se calou, finalmente me apercebi que já tinha acabado o veredicto. E a frase “Free on all counts” depressa se espalhou pelas bocas de todos os jornalistas e pelos corações de todos os fans! Finalmente o pesadelo acabou!!!
Depois: Rebentando de alegria, fiquei mais um pouco para ver a saída do Tomas “mad dog” Sneddass… Mentalmente “disse-lhe” muitas coisas, as quais não tive coragem de dizer, logicamente por causa da presença dos meus pais na sala… hehehehe. Aguardei ansiosa que Michael saísse da sala do tribunal, mas ao contrário dos jornalistas, que pensavam que fosse possível ele dirigir a palavra ao público, eu tinha a certeza que ele não o iria fazer. Pela cara de nervosismo que ele tinha ao entrar no tribunal, vi que ele estava muito tenso, e quando finalmente saiu, reparei que ele ainda “não estava em si”, pelo que logicamente não iria dar declarações. Mas eu já pulava, dançava e chorava de alegria com um sorriso que não sei como, era maior que a Manuela Moura Guedes alguma vez iria conseguir fazer.
O pesadelo finalmente tinha acabado, estava mais leve que uma pena, e acho que o Michael também se sente assim. Corri para a net para festejar online com os fans, fiz download dos vídeos da entrada e saída no tribunal e do áudio do veredicto, para mais tarde recordar que afinal ainda é possível confiar nas pessoas e na justiça, e que a verdade ainda conta!!! Nunca costumo planear a roupa que visto no dia seguinte, mas desta vez fui direita ao gavetão buscar o meu top personalizado do MJ, o meu rei, o meu ídolo, o meu herói, para vestir no dia seguinte… Ainda não estou em mim!!!”